Meu povo querido,
Segue mais um dos poemas do meu livro CONTOS, CAUSOS E POESIA DE CHICO AMOR XAVIER para o deleite de todos.
A DOENÇA E O DOENTE
Merlânio Maia
Chico traz de Irmão X
Uma mensagem potente
Desvelando a diferença
Entre a doença e o doente
Diferenças tão profundas
Que são da alma oriundas
Do entendimento total
Por isso trago a história
Que guardo em minha memória
Lá do mundo espiritual
Conta o querido Irmão X
Que no seu aprendizado
Ingressara em nobre grupo
De amigos desencarnados
Numa missão socorrista
De posse de uma lista
De enfermos num hospital
Tendo a frente um instrutor
E inspirados no amor
Iniciam seu fanal
Chegando a enfermaria
Viram o primeiro doente
De joelhos em oração
Contrito e obediente
A pedir: Senhor da luz
Cura meu corpo Jesus
Acaba esta dispnéia
Que outra coisa não farei
Somente a Ti servirei
Sem ter na vida outra idéia
E o segundo implorava
Com dor abdominal
Oh! Meu Deus tem compaixão
Liberta-me desse mal
Dá-me a santa saúde
Que mudarei de atitude
Só farei Tua vontade
Trabalharei meus defeitos
Na busca de ser perfeito
Farei sempre a caridade
E o terceiro contorcia
Em terrível dor renal
Gritava em sudorese:
- Jesus, santo espiritual
Salvai-me, Jesus, salvai-me
Vinde, Senhor, amparai-me
Dai-me a saúde, Senhor
Livrai-me da triste sorte
E servirei até a morte
Teu Evangelho de amor
Com artrite e com artrose
O quarto em crise severa
Dizia: - Senhor dos mundos
Socorre-me e recupera
Oh! Senhor, médico sublime
Me cura e me redime
Dá-me a saúde querida
Que seguirei teu caminho
Sob aflição e espinho
Por todo o resto da vida
O amigo orientador
Marejou os olhos seus
Vendo expressões tão belas
Sobre o Cristo e sobre Deus
E o grupo emocionado
Esmerou-se com cuidado
Pra socorrer e curar
E pondo-se ao trabalho
Sem conversa e nem empalho
Para os enfermos curar
Assim aquele mentor
Um conhecedor profundo
De energias, ondas, fluidos
Nos órgãos foi mais a fundo
Sanou vísceras aqui
Curou disfunções ali
Renovou células além
E a cura realizou-se
E o grupo rejubilou-se
De poder ter feito o bem
No dia imediato
Voltaram ao hospital
Ao chegar a enfermaria
A surpresa foi geral
Melhorados mas sem luz
Ninguém lembrava Jesus
Cada um com seus achaques
Blasfemavam irritados
Com seus problemas passados
Vociferavam em ataques
Dizia o número um:
- O meu irmão, onde está
Prometeu vir e não veio
Mas ele me pagará
Me deve grande quantia
E o segundo dizia:
Quem diabos quer orações
Eu já estou quase bom
Em casa eu mudo este tom
Não preciso de pidões
E o terceiro reclamava:
- Quem falou em religião?
Só quero saber de médico
O resto eu não quero, não!
E o outro gritava: - Ô malta
De lobos, eu quero alta!
E a chegada do café
Gritou com a serviçal
E o grupo espiritual
Viu a distância da fé
Ante a mudança havida
Este grupo entrou em prece
E assim o supervisor
Do Hospital comparece
Com muito humor e bondade
Explica a necessidade
Da doença pra os doentes
Que quebra os pendores seus
E assim os conduz a Deus
Pelo sofrimento urgente
E assim sem mais delongas
O amigo superior
Podou energia aqui
Ali aumentou a dor
E os doentes combalidos
À dor foram devolvidos
Deixando a lição maior
Pois a luz do sofrimento
Livra os seres do tormento
Ou de coisa bem pior

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